A Coroa - Kiera Cass
Chegamos ao final de uma série infanto-juvenil!
Em 03 de maio de 2016 chegou às lojas, A Coroa, o último volume da série best-seller da Kiera Cass.
Um ano de espera para saber o desfecho de uma história que, particularmente, é a minha preferida do gênero.
A ansiedade da escolha da Eadlyn, o resultado do cliffhanger da última página do A Herdeira. Quem fica, quem sai, quem sobrevive. Como a princesinha de Illéa iria encerrar tudo isso... vamos conversar sobre isso, agora!
No livro A Herdeira, conhecemos a Eadlyn Schreave, filha da América e do Maxon. Tudo está mudado em Angeles, as castas foram extintas, Maxon e América governam Illéa e parece, de primeira instância, que vai tudo na perfeita ordem. Nem tudo são flores, meus caros. O país está em crise, crise pós-castas. Qual a brilhante ideia? Vamos fazer uma seleção para a Eadlyn, vamos distrair o povo!
Para quem não sabe ou não lembra, a seleção só acontece para herdeiros homens. Casamento de princesas só acontecem por aliança política. MAS, não são seguidas regras quando tratamos de América e Maxon, não é verdade? Pois bem, vamos em frente.
Eadlyn não foi muito de acordo com toda essa ideia, mas aceitou e, como temos sabido, ela tinha um plano, não é? Terminar a Seleção sem escolher ninguém. Afinal, ela é Eadlyn Schreave e ninguém é mais poderoso do que ela. (Não só eu quem está dizendo, é a própria Eady. Só para deixar claro :P).
A Seleção começou e temos fortes candidatos para ganhar o coração da nossa princesa. Mas a Eady é extremamente chata, uma personagem insuportável. Acho que vocês concordam comigo.
Comecei a perceber algumas mudanças na personagem quase no final do livro, até chegarmos com o fatídico incidente com a América.
No A Coroa (finalmente!), vamos encontrar uma personagem EXTREMAMENTE mudada. Vamos perceber o amadurecimento dela e acabamos absorvendo a essência de todo o ego, que claro, está bem mais baixo.
Com problemas na família, Eadlyn precisa governar o país, enquanto o seu pai, o rei Maxon, precisa cuidar de sua esposa, América. Acho que esse foi o ponto crucial para o crescimento de ações e posicionamento dela. E na minha concepção, foi fundamental para alguns acontecimentos no decorrer da história desse último livro.
Esse amadurecimento todo, e a princesa coração de gelo e "inapaixonável" começa a dar um Up na seleção também. Teremos a Elite no castelo e conseguiremos nos aproximar um pouco dos meninos.
Infelizmente, a Kiera não explorou muito o lado do relacionamento em si, como a Eady estava envolvida com cada um dos candidatos. Ela realmente focou em tornar a princesa Eadlyn em uma Rainha.
O lado do coração, os sentimentos, esses sim, foram meio "surpresa". Apesar de que minha torcida era para o que realmente ocorreu e confesso que já tinha um pouco de desconfiança para isso. Porém, temos que levar em consideração a probabilidade de algo acontecer e essa chance mínima, ACONTECEU! Foi bonito, foi emocionante ver uma personagem que era "intocável" pelos sentimentos, começando a lutar, de fato, pelo futuro, pelo amor. E ela quebrou regras. Claro, está no DNA.
Do desfecho, eu confesso que realmente esperava um pouco mais. Viemos de quatro livros maravilhosos, eu realmente esperei bem mais para um final de uma série. Acredito que precisava de mais um ou dois capítulos para deixar tudo inesquecível.
No mais, o A Coroa tem uma essência de amadurecimento de personagens incrivelmente bem construída e uma bela história que eu espero, ansiosamente, que seja passada nas telonas do cinema tão bem quanto isso tudo foi escrito.
Para encerrar, já escrevo com saudades dos personagens. Saudações, América, Maxon, Eadlyn, Ahren, Kaden, Osten.. Marlee, Celeste (sim, sentirei falta dela também), Ahh Aspen...Lucy..
Tantos personagens que nos marcaram. O que restará será muita saudade, um pedaço de torta de morango e, claro, os livros em nossas estantes para matar a saudade assim que ela bater na nossa memória e no nosso coração. Obrigada por criar e nos presentear com esses cinco livros, Kiera.







































