- A exaustão chega em ondas. Começa nos músculos e penetra meus ossos. Sou apenas humana, e humanos não foram feitos para lidar com dias como hoje. Sobressaltada, descubro que meu punho está nu. A fita vermelha sumiu, foi retirada. O que isso significa? [...] O que eu sou? [...] Sou diferente. Diferente de todos [...] - A Rainha Vermelha, Victoria Aveyard, Págs: 87 e 153.
Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.
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A Rainha Vermelha, é o primeiro livro de três volumes da Série Red Queen, da autora americana Victoria Aveyard e nos traz um mundo distópico, onde a população está dividida entre sangue vermelho e sangue prateado.
Mare Barrow mora em Palafitas, Distrito de Norta, Chama do Norte. O país é governado em regime de monarquia (aquele governado por um rei, lembra, lá das aulas de história, kk), e tem como seu governante o Rei Tiberias Calore VI. O país é dividido pelo sangue, vermelhos e prateados. Sim, a cor do sangue é respectivo a descrição. Os vermelhos são os plebeus, pobres, miseráveis mesmo. Os prateados, os de alto padrão e possuem uma diferença: possuem super poderes. Manipulam água, metais, fogo e por aí vai. Por isso, os prateados acham por bem maltratar os de sangue vermelho. Na realidade, lembram do Distrito 12 de Jogos Vorazes, o mais pobre? Isso mesmo, comparei eles aos vermelhos. Os prateados, por sua vez, são divididos em casas. Casa Samus (Manipulam metais), Casa Ninfos (manipulam água), Casas Calore e Jacos (A casa da família real. Na família real temos: o Rei Tiberias VI, -viúvo da Rainha Coriane-, Rainha Elara, Príncipe Tiberias Calore VII, -Cal apenas filho do Rei- e Príncipe Maven, filho de Elara e Tiberias VI). Cal e Maven manipulam fogo, Elara, a rainha, tem poder de manipular a mente das pessoas.
No "distrito" de Palafitas, como o nome é propício, as casas ficam as margens do rio e são elevadas. Mare mora em uma delas, possui três irmãos e uma irmã. Em Norta, se você é um vermelho e não tem nenhuma habilidade, não frequentou a escola, muito menos possui um trabalho decente, até os 18 anos será convocado para a guerra. Com os irmãos da Mare não foi diferente. Seu pai é paraplégico por conta da frente de batalha. No livro, ele já está "aposentado", a filha mais nova, Gisa, trabalha vendendo bordados e Mare, que não quer nada com a vida, vive de roubos no mercado negro.
Após ter contato com Cal, -príncipe de Norta e sucessor do Rei Tiberias VI- nas ruas de Palafitas, um belo dia ela foi convocada para trabalhar no palácio. E é a partir daí que as coisas começam a acontecer. No primeiro dia de trabalho de Mare, no palácio está acontecendo "uma seleção" da escolha de uma princesa para o príncipe herdeiro. As Casas mais famosas estão participando e cada uma delas tem uma representante para lutar pelo príncipe e cair na graça dele. Como? Exibindo seus poderes. Mare, acreditava ser uma simples vermelha, em uma das demonstrações de uma candidata prateada, ela corre um grande risco e acaba liberando o seu "talento" ou poder, como queiram chamar. "Sou um acidente. Uma mentira. E minha vida depende simplesmente de sustentar uma ilusão." (pág: 119)
Entre os prateados não existe sentimentos, apenas sede de poder. Todo mundo pode trair todo mundo. Não existe confiança. Norta está sendo atacada por rebeldes vermelhos. Quem assina os atentados é a Guarda Escarlate. Mas isso não é novidade para o Rei Tiberias VI, só que agora, está saindo do controle. Entre manipular divulgaçôes de atentados na capital ou em distritos importantes, a descoberta dos poderes de Mare só vem a atrapalhar os planos da Rainha Elara.

Desde o lançamento do A Rainha Vermelha pela Ed. Seguinte, eu já fiquei louca para ler por causa da capa LINDA! Não, não tinha ouvido falar em nenhum outro lugar. Então, o primeiro contato com a sinopse foi realmente após a divulgação da editora. Como é uma distopia, - é, mais uma no oceano das distopias -, eu fiquei meio receosa de não gostar, porque eu já falei inúmeras vezes aqui que preciso superar Jogos Vorazes. (desculpa distopias). E o temor não foi em vão. Se você é fã de distopias, é fã até de Crepúsculo, você vai notar as semelhanças. Parece que A Rainha Vermelha é a junção de todas as distopias existentes no mundo literário. Não que isso venha atrapalhar a leitura, ou o desenrolar da história, mas se vocês forem apegados a reter detalhes dos livros que você já leu na vida, a cada diálogo parecido com algo que já leu, vai aparecer bem claro na sua memória a cena do outro livro.
Na foto anterior, podem ser notados vários post its. Infelizmente, todos eles foram as semelhanças que eu encontrei no decorrer da história. Temos desde o hálito extremamente doce do Edward até a seleção com a favorita, as casas de Harry Potter, a arena onde acontece as lutas.. X-Man... Uma mistura enorme!
Mas temos uma coisa que nas outras não existem: Não tem romance. Não explicitamente.
A história toda é focada na ambição de poder, trair o próximo, maltratar os vermelhos, controlar Mare com os poderes e a Guarda Escarlate. Tem algo a ser explorado: A história da Rainha Coriane - mãe do Cal e falecida-, ela é muito citada na história e sua morte tem algo enterrado. Então, precisamos saber o que tem por trás da história dela. Há quem diga que foi assassinada, mas quem sabe de algum segredo teve a língua cortada e jamais poderá falar o que sabe.
Eu poderia até chegar e falar que amei o livro e tudo mais. Mas, não foi isso o que aconteceu. Eu apenas gostei e EU RECOMENDO você a ler. No entanto, A Rainha Vermelha é mais do mesmo. É um país pós guerra, um país reconstruído, que ainda tem guerra acontecendo. Tem um governante onde a população está insatisfeita, querem direitos iguais. São separados em extremo luxo e extrema pobreza. E no final, alguém que saiu do lado pobre da história, vira-se contra o governo para tentar igualdade ou mudar o regime do país. No final das distopias, é sempre um ícone revolucionário lutando por uma mesma causa. Uma pena, um livro que tinha tudo para ser diferente, acabou na mesmice dos anteriores.
Uma ressalva para o epílogo, parece que as coisas mudarão de rumo e finalmente vai engatar em algo diferente.
Agora vejamos, se no epílogo a autora deixou um suspense enorme, cadê as continuações? Acabou ali mesmo, na página 414 e teremos que esperar muito para os próximos capítulos? Não!! A continuação do A Rainha Vermelha se chama Glass Sword e está previsto para ser lançado em fevereiro de 2016. Confiram a capa.
- Também teremos mais dois contos em um único volume chamado Cruel Crown que reunirá os contos Queen Song e Steal Scars.
Queen Song - Neste, quem vai contar a história é a falecida Rainha Coriane. Então, teremos o que aconteceu antes do A Rainha Vermelha. Em Queen Song, A Rainha Coriane tem um diário com seus segredos escritos. Ela também irá contar como foi o namoro com o príncipe (hoje rei) e como foi ter o filho Cal e os desafios mortais da vida real.
Ótimo a autora contar a história da Coriane, realmente se faz necessária uma explicação. Ela é muito citada no primeiro livro. Acontecimentos estão relacionados a morte dela.
Steal Scars - Agora quem conta a história é Farley, lider da Guarda Escarlate (rebeldes). A tarefa de Farley é plantar rebeliões em Norta e recrutar simpatizantes para se juntar a Guarda. Mas ela vai enfrentar um grande problema, Mare Barrow.
É aguardar até tê-los em mãos para ver o que nos reserva essa série.
Leiam, comentem, tirem as suas conclusões.
Todo mundo pode trair todo mundo (pág: 267 )
Inclusive uma distopia!!!
PS: Os direitos do livro já foram adquiridos pela Universal Pictures. A produção será comandada por Benderspink (Efeito Borboleta) e Pouya Shahbazian (Divergente). O roteiro ficará a cargo de Gennifer Hutchison (Breaking Bad). Existem rumores que a Elizabeth Banks (Effie, Jogos Vorazes) estaria em negociações para dirigir o longa. [Aviso: ela arrasou na direção de Pitch Perfect 2 (A escolha perfeita 2), então...]